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64% dos cargos comissionados cortados no fim do ano passado pelo Estado poderão ser recriados

Por: Assessoria de Comunicação do SINDSEMP-GO | ASSESIND-GO · 12 de junho de 2017

Se todos os projetos em tramitação na Assembleia forem aprovados com redação proposta pelo governador Marconi Perillo (PSDB), cerca de 64% dos cargos comissionados cortados pelo governo estadual no fim do ano passado serão recriados. Somadas as propostas que já viraram lei e aquelas que ainda tramitam na casa, apontam para criação de 892 cargos.

Em cumprimento ao ajuste fiscal anunciado no fim do ano o governo realizou um corte linear de 20% dos cargos em todas as secretarias, o que representou uma redução de 1388 comissionados. Além disso esses projetos preveem mudanças que elevem despesas em 407 cargos e criam 97 novas funções comissionadas. As maiores mudanças foram aquelas pretendidas pela polêmica emenda apresentada pelo líder do governo na Assembleia, Francisco Oliveira (PSDB) que criou 698 cargos para o Vapt Vupt e Detran e transformou outros 102 na Casa Militar.

Incluídas sem o conhecimento de outros deputados, as mudanças foram derrubadas depois pela justiça, obrigando o governador Marconi Perillo a enviar novo projeto com mesmo teor. O argumento para o Tribunal de Justiça derrubar os cargos foi o de que deputados não podem propor aumentos de despesas para o executivo, algo definido pela constituição Estadual como atribuição exclusiva do governador.
O mesmo tipo de situação se repetiu em relação a lei que transformou cinco colégios estaduais em militares.

A proposta original previa apenas uma unidade em Pirenópolis, mas emendas incluíram outras quatro em Ipameri, Petrolina, Itapaci e Nerópolis, ampliando de oito para 40 o número de funções comissionadas. Em entrevista recente Francisco Oliveira defendeu esse tipo de emenda e apontou que a decisão do TJ configurou interferência entre poderes por parte do judiciário.

Fonte: Jornal "O Popular"